Curso Gestão para o Terceiro Setor em Salvador

quinta-feira, 16 abril, 2009
Curso Gestão para o Terceiro Setor

Curso Gestão para o Terceiro Setor

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Avaliação e monitoramento de projetos

terça-feira, 3 março, 2009

Muitas ONG’s dedicam-se a investigar e acompanhar o que empresas e governos realizam de positivo e negativo para a sociedade. Elas estão atentas às agressões ao meio ambiente e às minorias, prontas para defendê-los, recuperá-los e, no caso das minorias, fortalecê-las.

Para isso, cobram de governos e empresas um quesito essencial para proporcionar o diálogo e as soluções conjuntas: a transparência. Cada vez mais as instituições-alvo das ONGs estão mais vulneráveis às informações disponibilizadas na sociedade. Essa transparência pode ser sentida nas publicações de relatórios anuais (os conhecidos balanços sociais), nos convênios firmados, nas contas públicas expostas e em tantas outras ocasiões.

Por serem as ONGs grandes vigias da sociedade, elas também se tornam alvo de empresas, governos e comunidade em busca da transparência nos seus projetos e nos recursos utilizados de terceiros. Daí vem a importância em avaliar e monitorar constantemente os seus projetos sociais. Sendo esta a tarefa que a ONG tem em levantar as informações necessárias para divulgar os resultados obtidos.

Há que se monitorar para depois avaliar. O monitoramento consiste, basicamente, em acompanhar o andamento do projeto no dia-a-dia, verificar se o plano de ação está sendo cumprido e se as metas estão sendo alcançadas. O monitoramento possibilita a identificação de problemas e possibilita solução.

A avaliação, por sua vez, destina-se a verificação dos indicadores quantitativos e qualitativos definidos para o projeto em questão, onde são postos à prova os mecanismos de gestão adotados pela entidade. A avaliação permite identificar pontos críticos e proporciona a resolução desses antes que comprometam o resultado final do projeto. Geralmente, também são avaliados as contas e gastos da ONG dentro do orçamento definido.

O monitoramento e a avaliação passam a ser requisitos essenciais para o financiamento de projetos sociais, pois, as empresas querem saber como o seu recurso foi investido e quais os impactos que esse financiamento causou ou causará ao público-alvo.

Consultores e profissionais da área, bem como os gestores de empresas responsáveis pela liberação de recursos afirmam que a avaliação e monitoramento de projetos devem ser feitos por terceiros, para garantir a exatidão dos dados e a integridade das informações, uma vez que, não se identifica ou registra vícios.

A publicação dos resultados dos projetos sociais também proporciona um trabalho positivo de imagem, onde a organização demonstra a seus parceiros que sabem gerir recursos e projetos, trabalhando com confiabilidade e conquistando ainda novos parceiros.


Parcerias entre ONGs e empresas

quinta-feira, 15 janeiro, 2009

Quando a atuação das ONGs passa a ser mais efetiva no Brasil, a partir da década de 90, suprindo necessidades sociais que o Estado não era (e ainda não é, em muitos aspectos) capaz de atender, inicia-se um movimento de saída de recursos internacionais do país, tanto porque as instituições de cooperação internacional mudam seu foco para regiões menos privilegiadas, como a África, quanto porque estas instituições passam a perceber que o mercado privado e o Estado têm capacidade de assumir essa função de financiadoras.

Começa, então, a participação mais efetiva da iniciativa social privada no país, fortalecendo-se e ampliando-se cada vez mais. As empresas passam a adotar os investimentos em projetos sociais como diferencial competitivo, uma vez que, em paralelo a essas iniciativas começa-se a discutir os princípios e preceitos da responsabilidade social empresarial. Surgindo, através disso, as conhecidas parcerias entre empresas e ONGs.

Essas parcerias são estabelecidas mediante contratos de patrocínio em que a empresa cede os recursos necessários (físicos, financeiros e/ou humanos) para a execução de um determinado projeto social. Conquanto, dar-se início a uma relação de troca muito maior do que a apenas de recursos.

O método de gestão das empresas, até então, difere-se do método de gestão das ONGs. Enquanto uma está visivelmente preocupada com o retorno financeiro e de imagem que uma iniciativa vai oferecer, outra está preocupada com o impacto social que seu projeto vai gerar independente dos recursos utilizados. Então, as empresas estabelecem algumas regras para a utilização dos recursos que serão cedidos.

Regras essas estabelecidas antes mesmo do contrato de parceria. Para que uma ONG tenha acesso a recursos oriundos da iniciativa social privada, ela deve atender determinados pré-requisitos que comprovem que elas estão aptas a gerir tanto o projeto quanto os bens destinados a tal. Dar-se início à discussão sobre profissionalização do terceiro setor, adequação de métodos de gestão, avaliação e monitoramento de projetos sociais, implementação e divulgação de indicadores de resultados, entre outros. Ou seja, as ONGs passam a absorver conceitos mercadológicos, chegando a igualar sua estrutura gerencial e administrativa a de uma empresa de pequeno ou médio porte.

A influência da empresa financiadora do projeto passa a ser vista como uma relação de poder, como uma forma de dizer à ONG qual a forma correta de gerenciar seus projetos, com a conseqüência de ter seu patrocínio cortado caso não mostre a eficiência necessária. Mais uma vez, falamos de resultados gerenciais, baixos custos, boa gestão, metas atendidas, objetivos alcançados etc. Tem-se, dessa forma, uma privatização do setor social, como alguns teóricos chamam de setor 2,5 e não mais terceiro setor.

Essa influencia pode ser encarada de forma positiva desde que os requisitos impostos pelo financiador/patrocinador não batam de frente com a missão da ONG, que não a impeça de agir conforme seus valores e objetivos. Se essas exigências contribuírem para o alcance de impactos extraordinários, criação de tecnologias sociais que possam ser replicadas em outra comunidade e que, à medida que o tempo for passando, os problemas sejam sanados, é sinal de que a parceria foi um sucesso.

Cabe à ONG saber a quem recorrer, pois existem empresas que atuam na iniciativa social privada apenas por ter passado a ser uma exigência social e, cabe às empresas identificarem até onde podem exigir de uma ONG para que ela não perca sua identidade social. Há de se achar um meio termo.


Porque projetos sociais valem à pena

terça-feira, 7 outubro, 2008

Há alguns dias, visitei o Projeto TAMAR na Praia do Forte, Bahia. Fiquei por lá por poucos minutos, mas foram suficientes para assistir uma cena que levarei comigo por muito tempo ainda. Por isso, escrevo, não só como um testemunho, mas para mostrar que projetos sociais valem à pena, muito mais do que somos capazes de enxergar.

Estava lá com mais algumas pessoas e não pude deixar de ouvir alguns comentários sobre o projeto e sua gestão, como:

– Aqui existe a água de coco mais cara do litoral, R$ 5,00. E vai tudo para as tartaruguinhas.

Para quem não conhece o projeto, existe uma área de visitação com aquários, esquemas e fotos onde se conhece um pouco do trabalho desenvolvido, uma loja que comercializa produtos com a temática e a marca do projeto, além de um bar à beira da praia onde é servida a água de coco mais cara do litoral. A renda, claro, é revertida para a manutenção do projeto.

Agora, a pergunta que ficou no ar: Será que vai tudo para “as tartaruguinhas” mesmo? Essa citação retirada do site do projeto responde parcialmente:

“O TAMAR surgiu com o objetivo de proteger as tartarugas marinhas. Com o tempo, porém, percebeu-se que os trabalhos não poderiam ficar restritos às tartarugas, pois uma das chaves para o sucesso desta missão seria o apoio ao desenvolvimento das comunidades costeiras, de forma a oferecer alternativas econômicas que amenizassem a questão social, reduzindo assim a pressão humana sobre as tartarugas marinhas.” (http://www.tamar.org.br/t_func.asp)

A outra parte da resposta vem com a cena que presenciei. Enquanto caminhava pelos aquários, encontrei alguns guias mirins que davam orientações aos turistas, organizavam e participavam das atividades durante a visitação. Dois guias que conversavam me chamaram a atenção. Um tinha entre 12 e 13 anos e o outro entre 9 e 10 anos, não mais do que isso.

O mais velho falava e o mais novo, cabisbaixo, escutava:

– Você quer o quê? Ficar servindo mesa na praia? Eu não entendo. Aqui você tem um monte de coisa: ganha roupa, ganha livros, tem treinamento e ainda recebe um dinheiro para levar para casa. Do que você está reclamando?

Na hora que ouvi essa argumentação, entendi o verdadeiro sentido daquele projeto. Nós vamos para lá ver as “tartaruguinhas” e não olhamos em volta. Não conseguimos enxergar, efetivamente, o impacto social que um projeto, qualquer que seja seu objetivo principal, é capaz de causar. O menino mais velho entendeu e passou adiante o que muitos não percebem: o envolvimento da comunidade, a perspectiva de mudança e o desenvolvimento LOCAL sustentável.

Aquele menino é uma liderança, é um “pastor de ovelhas”. Não sei o que o mais novo estava pensando, mas sei o que ele passou a pensar depois, pois ele ouviu, meditou e voltou ao trabalho.

Presenciar involuntariamente uma situação como essa é dar mais valor ao preço do ingresso, à água de coco comprada, ao trabalho investido. É reconhecer que projetos sociais são capazes de cumprir o seu papel.


Curso de Gestão do Terceiro Setor

segunda-feira, 15 setembro, 2008


Curso em Gerenciamento de Projetos no Terceiro Setor

sábado, 6 setembro, 2008

O objetivo deste Curso de Capacitação em Gerenciamento de Projetos é apresentar aos seus integrantes, todos eles profissionais de organizações promotoras ou executoras de projetos para o Terceiro Setor, a Metodologia Básica de Gerenciamento de Projetos para o Terceiro Setor, desenvolvida pelo Grupo PMI-Rio no Terceiro Setor, e também conduzir atividades práticas relacionadas a essa metodologia.

INSCRIÇÕES ATÉ O DIA 12/09/2008

4ª e 5ª no horário de 18h:30 às 21h:30 Período de 01/10/2008 a 27/11/2008 (nos dias 19 e 20/11 não haverá aula) Local: Av. Presidente Vargas, 730 – 24º andar – Centro (Banco Central)

Envie e-mail para pmirio@pmirio.org.br solicitando formulário de inscrição, preencha o formulário e envie para o mesmo e-mail.
Valor a título de doação: R$ 50,00 (custeando material didático, certificados e outras
despesas administrativas).

Grupo PMI-Rio no Terceiro Setor PMI-Rio – *www.pmirio.org.br*


Para atingir sustentabilidade, 3º setor pode precisar assimilar práticas empresariais

sábado, 16 agosto, 2008
Por Stefano Azevedo, do Aprendiz

“A arrecadação não é a métrica final para o terceiro setor, mas é o meio para atingir a ampliação da atuação social. Por isso, as instituições não devem depender unicamente de doações e patrocínios, mas sim buscar maneiras de gerar os próprios recursos”.

A afirmação é do diretor-geral do Instituto Empreender Endeavor, Paulo Veras. Ele participou do debate Medindo Impactos, que ocorreu na 2ª Conferência Internacional Inovação para o Terceiro Setor: Sustentabilidade e Impacto Social, realizada entre os dias 6 e 8 de agosto, na cidade de São Paulo (SP).

Para o representante da Fundação Avina, Valdemar Neto, também presente no debate, não é clara a diferença entre a busca pela sustentabilidade e a entrada em uma lógica empresarial. “Existe uma zona cinzenta entre o mundo empresarial e o terceiro setor, em que nem sempre podemos determinar qual é a área de atuação reservada para cada um”, disse.

Embora identifique esses espaços de contato, Neto colocou que cada setor tem seu próprio espaço de ação, situação que não foi resolvida pelas organizações não–governamentais. “Há limites entre empreender socialmente e empreender na área de negócios”, disse.

O representante da Avina citou a avaliação de resultados como parte integrante dessa zona cinzenta. “Medir o desempenho de sua atuação é uma prática generalizada no setor privado, no entanto ainda é um desafio para o terceiro setor”, disse.

Para Veras, é preciso conhecer os resultados da atuação social, mesmo que tal tarefa seja dispendiosa e as organizações do terceiro setor resistam em dedicar tempo e pessoas a isso. “Além de tudo, é necessário estabelecer métricas adequadas para cada situação, não há uma regra geral, aumentando o trabalho. Mas é imprescindível medir a transformação social, pois não é suficiente agir sem verificar os resultados na sociedade”, ressaltou.

Crédito da imagem: Gláucia Cavalcante

Fonte: http://www.envolverde.ig.com.br/?materia=50664#