Procuram-se associações, cooperativas ou empresas sociais do norte e nordeste do Brasil

domingo, 29 novembro, 2009

Que trabalhem com os seguintes produtos:

  • Biojóias
  • Roupas e acessórios de algodão orgânico e colorido
  • Bolsas de lona e outros materiais reciclados
  • Artigos de decoração
  • Aromatizadores de ambiente (incensos, velas…)
  • Cosméticos naturais: hidratantes, sais de banho, sabonetes

E que atendam os seguintes requisitos:

  • Legalmente constituídas
  • Trabalhem com desenvolvimento local sustentável e/ou agricultura familiar
  • Tenham processo de produção artesanal
  • Com produtos aceitos no mercado nacional e/ou internacional
  • Que tenham linhas de produtos
  • E boa capacidade produtiva

O contato visa identificar potenciais fornecedores para exportação de produtos para a Europa.

As organizações interessadas que atendam esses requisitos devem entrar em contato no e-mail evelyneleandro@yahoo.com.br até o dia 19 de dezembro e enviar as seguintes informações:

  • Dados da organização
  • Dados de contato comercial (com e-mail)
  • Lista de produtos
  • Apresentação visual dos produtos (fotos, catálogos, blog e/ou site)
  • Tabela de preços para revenda
  • Descrição simples da cadeia produtiva, demonstrando a relação com o desenvolvimento sustentável e/ou agricultura familiar.

Um exemplo de Responsabilidade Social Individual

quinta-feira, 12 novembro, 2009

A responsabilidade social é o compromisso que se tem em agir com ética e transparência, respeitando os atores sociais e assumindo um compromisso com o desenvolvimento sustentável.

A responsabilidade social, porém, não é um ato que deve ser exigido apenas a empresas, governos e entidades do terceiro setor. Apesar de esses atores sociais terem uma grande participação no que acontece no mundo atualmente, são as pessoas que definem o rumo que as ações tomam no dia a dia.

Quando você decide não consumir mais sacolas plásticas, deixar o carro na garagem dois dias na semana, pesquisar melhor os candidatos das próximas eleições ou doar um pouco do seu tempo para atividades voluntárias, tanto você está exercendo a sua cidadania, como atuando de forma socialmente responsável. É a sua responsabilidade social individual, a que define quem você é e o mundo que você quer ter para si e para os outros.

Um bom exemplo de responsabilidade social que apresento hoje é o projeto realizado por Sandra Santos, dona do blog Mineirinha n’Alemanha. Lá ela escreve sobre a sua vida no país que escolheu como segunda morada, vivendo na Alemanha há mais de 15 anos.

Sem julgamentos e preconceitos, ela mostra como a vida em outro país funciona, dá dicas importantes para todos que desejam conhecer um pouco mais sobre política, economia, sociedade e cultura alemã, ajuda pessoas que desejam se tornar expatriados, e, acima de tudo, atua de forma a integrar Brasil e Alemanha promovendo encontros entre esses dois países, sendo na realização de um show de um cantor brasileiro em uma cidade na Alemanha, ou a divulgação de um evento alemão no Brasil.

Dando asas a esse trabalho de integração de estrangeiros e expatriados, a Mineirinha Sandra decidiu transformar o seu blog em livro, para fazer chegar a mais mãos a informação que ela disponibilizou em mais de seis anos na Internet. Mais informações sobre o livro aqui.

Conheci a Mineirinha pesquisando por pessoas que morassem na Alemanha, simpatizei-me com a sua forma de se expressar e hoje somos “correspondentes”. Fui leitora de seu livro e sou leitora de seu blog. Posso dizer que há muito conhecimento e informação para serem absorvidos.  Ela começou a sua responsabilidade social individual atingindo milhares de brasileiros que vivem ou viverão essa experiência de morar em outro país, apoiando o seu processo de adaptação e integração.

E você, qual a sua responsabilidade social?


Eu precisava publicar…

quinta-feira, 29 outubro, 2009

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Fonte: http://marcelotas.blog.uol.com.br/


Novidades no blog!

quarta-feira, 21 outubro, 2009

Para mais informações: clique aqui!

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Resultado da Enquete “Quais dificuldades as ONGs menores enfrentam?”

terça-feira, 13 outubro, 2009

Após duas semanas de votação, a enquete “Quais dificuldades as ONGs menores enfrentam?” chegou ao seguinte resultado a partir de 126 votos:

Dificuldade Votos %
Em captar recursos 45 36%
Na gestão 24 19%
Em conseguir parcerias 21 17%
Na hora de elaborar projetos 21 17%
Em conseguir voluntários 10 8%
Em realizar eventos 5 4%

O que é interessante perceber é que a dificuldade em captar recursos esteja à frente de dificuldades na gestão da ONG. Pois, se há problemas na captação de recursos, isso também é um fator ligado à gestão, assim como conseguir parcerias e elaborar projetos.

Está tudo interligado. Afinal, quem não sabe o que quer ou aonde deseja chegar, não conseguirá definir como e o que captar. A realização de eventos também é uma forma de conseguir recursos e parceiros…

Um plano de captação, por exemplo, começa na definição da missão e objetivos da ONG. Os projetos elaborados para pleitear os recursos também. Será que, após essa constatação, ainda assim as ONGs menores continuam achando que o problema está na captação de recursos?

Sem querer questionar o resultado legítimo da enquete, é preciso pensar de forma sistêmica, em como a interdependência de funções e setores influencia nos resultados.

Captar recursos é a maior dificuldade por quê?

Posso arriscar algumas respostas:

  • Não há um planejamento prévio sobre as necessidades de recursos e os captados são sempre insuficientes;
  • Os projetos elaborados não atendem as exigências dos financiadores;
  • As ONGs não sabem onde encontrar os financiadores;
  • As exigências feitas pelos financiadores ultrapassam a capacidade de atendimento da ONG;
  • Faltam profissionais capacitados para a realização deste trabalho;
  • Não conhecem as ferramentas que auxiliam a Captação de Recursos, como o Planejamento Estratégico e o Plano de Captação;
  • A rede de relacionamentos da ONG é restrita;
  • Entre outros.

De forma geral, não está tudo também relacionado à gestão da ONG?

Agora, convido os leitores a refletirem sobre esses pontos, concordarem ou discordarem, e, se possível, adicionar outras informações relevantes nos comentários deste texto.

Vamos ampliar essa discussão?


Enquete – Quais dificuldades as ONGs menores enfrentam?

terça-feira, 29 setembro, 2009

A enquete é de múltipla escolha. Solicito que seja escolhido, pelo menos, as duas maiores dificuldades.

O resultado dessa enquete nos auxiliará no desenvolvimento de soluções para esse público alvo, por isso, sua resposta é muito importante.

Obrigada!


O custo do comportamento consciente

quinta-feira, 24 setembro, 2009

Em alguns lugares do mundo, inclusive na Europa, os cidadãos são compelidos a agir de forma consciente quando o assunto é sustentabilidade. Mas, de onde vem essa consciência? Como entidades governamentais, sociais e empresariais estimulam que a sociedade aja em prol da sustentabilidade?

Essa educação vem, principalmente, de uma palavra: custo. Uma perda financeira serve para alertar o cidadão que ele não está agindo de forma consciente e deve repensar seus hábitos. Do custo, surge a reflexão, a pesquisa, a informação. Assim, criam-se consumidores que conhecem as origens, formas de produção, uso e descarte do bem que deseja adquirir.

Abaixo, alguns exemplos de ações adotadas por países como a Alemanha.

A educação para a ordem:

Os carrinhos de supermercado largados no meio do estacionamento atrapalhando manobras e pedestres são um pesadelo distante na Alemanha. Para usar um carrinho, deposita-se € 1,00 num dispositivo e o carrinho está livre para utilização. Para ter o dinheiro de volta, é preciso devolver o carrinho para o mesmo lugar.

Redução da poluição nos centros das cidades:

Precisa ir ao centro? Vá de transporte público. Além de funcionar com bastante pontualidade e conforto, você ainda pode ter, ao menos, quatro opções de transporte: ônibus, bonde e metrô e trem. Quer ir de carro? Pode ir. Mas, não reclame a falta de estacionamento gratuito nas ruas comerciais. Não há. Se estiver disposto a pagar € 2,00 ou mais por hora, fique à vontade. Sai muito mais caro do que pagar pelo transporte, tenha certeza, além de evitar os engarrafamentos e reduzir a emissão de poluentes.

Separação do lixo:

Todas as cidades alemãs possuem coleta seletiva. Alguns apenas com os recipientes básicos: recicláveis e orgânicos. Outros têm todos os possíveis: papel, plástico, metal, madeira, orgânico, não-reciclável… O certo é separar de acordo. Caso contrário, o morador pode ser multado pelo mau uso e descarte do seu lixo.

Sacolas retornáveis:

Se for fazer compras, não esqueça a sua sacola retornável, seja ela de tecido, plástico mais resistente, ou mesmo a mochila escolar. Caso contrário, ou levará as compras na mão, ou terá que pagar por uma nova sacola retornável cerca de € 0,15. Nenhum supermercado possui mais sacolas plásticas para oferecer de graça aos clientes. Padarias, lanchonetes, delicatessens sim, por enquanto.

Retorno de garrafas:

Está caminhando, longe de casa e ficou com sede. O movimento natural é parar numa lanchonete e comprar uma garrafa de água. Até aí tudo bem. Mas, quanto você quer pagar pela garrafa? Sim, pela garrafa. Caso você compre a água e continue seu caminho, além de pagar a água que bebe, pagará por levar a garrafa. Digamos que a água de 500ml tenha custado € 0,50, pelo menos, € 0,15 representa o valor da garrafa. Contudo, se decidir beber a água na lanchonete e devolver a garrafa ao balcão, terá de volta os seus € 0,15. O mesmo acontece com os sucos, refrigerantes etc que compra no supermercado. Levando para casa, consumindo e devolvendo ao supermercado de origem, terá o “depósito” da garrafa revertido em vale-compras. Dessa forma, centraliza-se os pontos de coletas das garrafas para que sejam recicladas e não há desperdício de recipientes em demasia.

Licenciamento dos carros:

O valor do imposto pago pelo carro é diretamente proporcional ao consumo de combustível e emissão de poluentes do modelo escolhido. Quanto mais ele polui, mais imposto ele paga. Ainda, o dono do veículo precisa de um selo adesivado no parabrisa e fornecido por órgão competente que certifique que o carro emite um nível tolerável de poluentes e, por isso, ele é autorizado a andar em determinados pontos da cidade, como o centro. Caso ele não tenha o selo e esteja em local proibido, a multa é automática. Na dúvida, melhor ir de transporte público.

Esses e outros exemplos fazem com o que o consumidor pense antes de decidir realizar uma compra, seja de uma simples garrafa de água à troca do carro por um modelo mais novo. Desses questionamentos surgem comportamentos que tornam ações sustentáveis em ações cotidianas que só contribuem para a melhoria da vida das pessoas naquela região, refletindo também em outros ambientes. É um movimento cíclico e real.