Oi Novos Brasis 2010

quinta-feira, 24 junho, 2010

Uma nova etapa e um desafio ainda maior, do tamanho deste país: contribuir para transformar a realidade de milhares de pessoas em centenas de comunidades. Da grande cidade ao pequeno município da última fronteira. Seu projeto pode fazer toda a diferença, inédito ou em novo estágio, buscamos ideias criativas, com a marca da singularidade e a intenção solidária e cidadã.

Oi Novos Brasis 2010.

Inscreva seu projeto ainda hoje. Juntos, vamos demarcar novas fronteiras, no espaço de cidadania. Inscrições até 26 de julho.

Os projetos deverão ser inscritos exclusivamente pelo site http://www.oifuturo.org.br/oinovosbrasis2010.

Para qualquer outro esclarecimento, entre em contato conosco através do e-mail: projetonovosbrasis@oi.com.br Interaja com o Oi Novos Brasis em nossas redes:

Orkut – http://bit.ly/brasisorkut

Twitter – http://bitly/brasistwitter

Facebook- http://bit.ly/brasisfacebook

Youtube – http://bit.ly/brasisyoutube

Um abraço, Oi Novos Brasis.


Novidades no blog!

quarta-feira, 21 outubro, 2009

Para mais informações: clique aqui!

Flyer440


Resultado da Enquete “Quais dificuldades as ONGs menores enfrentam?”

terça-feira, 13 outubro, 2009

Após duas semanas de votação, a enquete “Quais dificuldades as ONGs menores enfrentam?” chegou ao seguinte resultado a partir de 126 votos:

Dificuldade Votos %
Em captar recursos 45 36%
Na gestão 24 19%
Em conseguir parcerias 21 17%
Na hora de elaborar projetos 21 17%
Em conseguir voluntários 10 8%
Em realizar eventos 5 4%

O que é interessante perceber é que a dificuldade em captar recursos esteja à frente de dificuldades na gestão da ONG. Pois, se há problemas na captação de recursos, isso também é um fator ligado à gestão, assim como conseguir parcerias e elaborar projetos.

Está tudo interligado. Afinal, quem não sabe o que quer ou aonde deseja chegar, não conseguirá definir como e o que captar. A realização de eventos também é uma forma de conseguir recursos e parceiros…

Um plano de captação, por exemplo, começa na definição da missão e objetivos da ONG. Os projetos elaborados para pleitear os recursos também. Será que, após essa constatação, ainda assim as ONGs menores continuam achando que o problema está na captação de recursos?

Sem querer questionar o resultado legítimo da enquete, é preciso pensar de forma sistêmica, em como a interdependência de funções e setores influencia nos resultados.

Captar recursos é a maior dificuldade por quê?

Posso arriscar algumas respostas:

  • Não há um planejamento prévio sobre as necessidades de recursos e os captados são sempre insuficientes;
  • Os projetos elaborados não atendem as exigências dos financiadores;
  • As ONGs não sabem onde encontrar os financiadores;
  • As exigências feitas pelos financiadores ultrapassam a capacidade de atendimento da ONG;
  • Faltam profissionais capacitados para a realização deste trabalho;
  • Não conhecem as ferramentas que auxiliam a Captação de Recursos, como o Planejamento Estratégico e o Plano de Captação;
  • A rede de relacionamentos da ONG é restrita;
  • Entre outros.

De forma geral, não está tudo também relacionado à gestão da ONG?

Agora, convido os leitores a refletirem sobre esses pontos, concordarem ou discordarem, e, se possível, adicionar outras informações relevantes nos comentários deste texto.

Vamos ampliar essa discussão?


Curso Gestão para o Terceiro Setor em Salvador

quinta-feira, 16 abril, 2009
Curso Gestão para o Terceiro Setor

Curso Gestão para o Terceiro Setor


Avaliação e monitoramento de projetos

terça-feira, 3 março, 2009

Muitas ONG’s dedicam-se a investigar e acompanhar o que empresas e governos realizam de positivo e negativo para a sociedade. Elas estão atentas às agressões ao meio ambiente e às minorias, prontas para defendê-los, recuperá-los e, no caso das minorias, fortalecê-las.

Para isso, cobram de governos e empresas um quesito essencial para proporcionar o diálogo e as soluções conjuntas: a transparência. Cada vez mais as instituições-alvo das ONGs estão mais vulneráveis às informações disponibilizadas na sociedade. Essa transparência pode ser sentida nas publicações de relatórios anuais (os conhecidos balanços sociais), nos convênios firmados, nas contas públicas expostas e em tantas outras ocasiões.

Por serem as ONGs grandes vigias da sociedade, elas também se tornam alvo de empresas, governos e comunidade em busca da transparência nos seus projetos e nos recursos utilizados de terceiros. Daí vem a importância em avaliar e monitorar constantemente os seus projetos sociais. Sendo esta a tarefa que a ONG tem em levantar as informações necessárias para divulgar os resultados obtidos.

Há que se monitorar para depois avaliar. O monitoramento consiste, basicamente, em acompanhar o andamento do projeto no dia-a-dia, verificar se o plano de ação está sendo cumprido e se as metas estão sendo alcançadas. O monitoramento possibilita a identificação de problemas e possibilita solução.

A avaliação, por sua vez, destina-se a verificação dos indicadores quantitativos e qualitativos definidos para o projeto em questão, onde são postos à prova os mecanismos de gestão adotados pela entidade. A avaliação permite identificar pontos críticos e proporciona a resolução desses antes que comprometam o resultado final do projeto. Geralmente, também são avaliados as contas e gastos da ONG dentro do orçamento definido.

O monitoramento e a avaliação passam a ser requisitos essenciais para o financiamento de projetos sociais, pois, as empresas querem saber como o seu recurso foi investido e quais os impactos que esse financiamento causou ou causará ao público-alvo.

Consultores e profissionais da área, bem como os gestores de empresas responsáveis pela liberação de recursos afirmam que a avaliação e monitoramento de projetos devem ser feitos por terceiros, para garantir a exatidão dos dados e a integridade das informações, uma vez que, não se identifica ou registra vícios.

A publicação dos resultados dos projetos sociais também proporciona um trabalho positivo de imagem, onde a organização demonstra a seus parceiros que sabem gerir recursos e projetos, trabalhando com confiabilidade e conquistando ainda novos parceiros.


Parcerias entre ONGs e empresas

quinta-feira, 15 janeiro, 2009

Quando a atuação das ONGs passa a ser mais efetiva no Brasil, a partir da década de 90, suprindo necessidades sociais que o Estado não era (e ainda não é, em muitos aspectos) capaz de atender, inicia-se um movimento de saída de recursos internacionais do país, tanto porque as instituições de cooperação internacional mudam seu foco para regiões menos privilegiadas, como a África, quanto porque estas instituições passam a perceber que o mercado privado e o Estado têm capacidade de assumir essa função de financiadoras.

Começa, então, a participação mais efetiva da iniciativa social privada no país, fortalecendo-se e ampliando-se cada vez mais. As empresas passam a adotar os investimentos em projetos sociais como diferencial competitivo, uma vez que, em paralelo a essas iniciativas começa-se a discutir os princípios e preceitos da responsabilidade social empresarial. Surgindo, através disso, as conhecidas parcerias entre empresas e ONGs.

Essas parcerias são estabelecidas mediante contratos de patrocínio em que a empresa cede os recursos necessários (físicos, financeiros e/ou humanos) para a execução de um determinado projeto social. Conquanto, dar-se início a uma relação de troca muito maior do que a apenas de recursos.

O método de gestão das empresas, até então, difere-se do método de gestão das ONGs. Enquanto uma está visivelmente preocupada com o retorno financeiro e de imagem que uma iniciativa vai oferecer, outra está preocupada com o impacto social que seu projeto vai gerar independente dos recursos utilizados. Então, as empresas estabelecem algumas regras para a utilização dos recursos que serão cedidos.

Regras essas estabelecidas antes mesmo do contrato de parceria. Para que uma ONG tenha acesso a recursos oriundos da iniciativa social privada, ela deve atender determinados pré-requisitos que comprovem que elas estão aptas a gerir tanto o projeto quanto os bens destinados a tal. Dar-se início à discussão sobre profissionalização do terceiro setor, adequação de métodos de gestão, avaliação e monitoramento de projetos sociais, implementação e divulgação de indicadores de resultados, entre outros. Ou seja, as ONGs passam a absorver conceitos mercadológicos, chegando a igualar sua estrutura gerencial e administrativa a de uma empresa de pequeno ou médio porte.

A influência da empresa financiadora do projeto passa a ser vista como uma relação de poder, como uma forma de dizer à ONG qual a forma correta de gerenciar seus projetos, com a conseqüência de ter seu patrocínio cortado caso não mostre a eficiência necessária. Mais uma vez, falamos de resultados gerenciais, baixos custos, boa gestão, metas atendidas, objetivos alcançados etc. Tem-se, dessa forma, uma privatização do setor social, como alguns teóricos chamam de setor 2,5 e não mais terceiro setor.

Essa influencia pode ser encarada de forma positiva desde que os requisitos impostos pelo financiador/patrocinador não batam de frente com a missão da ONG, que não a impeça de agir conforme seus valores e objetivos. Se essas exigências contribuírem para o alcance de impactos extraordinários, criação de tecnologias sociais que possam ser replicadas em outra comunidade e que, à medida que o tempo for passando, os problemas sejam sanados, é sinal de que a parceria foi um sucesso.

Cabe à ONG saber a quem recorrer, pois existem empresas que atuam na iniciativa social privada apenas por ter passado a ser uma exigência social e, cabe às empresas identificarem até onde podem exigir de uma ONG para que ela não perca sua identidade social. Há de se achar um meio termo.


Porque projetos sociais valem à pena

terça-feira, 7 outubro, 2008

Há alguns dias, visitei o Projeto TAMAR na Praia do Forte, Bahia. Fiquei por lá por poucos minutos, mas foram suficientes para assistir uma cena que levarei comigo por muito tempo ainda. Por isso, escrevo, não só como um testemunho, mas para mostrar que projetos sociais valem à pena, muito mais do que somos capazes de enxergar.

Estava lá com mais algumas pessoas e não pude deixar de ouvir alguns comentários sobre o projeto e sua gestão, como:

– Aqui existe a água de coco mais cara do litoral, R$ 5,00. E vai tudo para as tartaruguinhas.

Para quem não conhece o projeto, existe uma área de visitação com aquários, esquemas e fotos onde se conhece um pouco do trabalho desenvolvido, uma loja que comercializa produtos com a temática e a marca do projeto, além de um bar à beira da praia onde é servida a água de coco mais cara do litoral. A renda, claro, é revertida para a manutenção do projeto.

Agora, a pergunta que ficou no ar: Será que vai tudo para “as tartaruguinhas” mesmo? Essa citação retirada do site do projeto responde parcialmente:

“O TAMAR surgiu com o objetivo de proteger as tartarugas marinhas. Com o tempo, porém, percebeu-se que os trabalhos não poderiam ficar restritos às tartarugas, pois uma das chaves para o sucesso desta missão seria o apoio ao desenvolvimento das comunidades costeiras, de forma a oferecer alternativas econômicas que amenizassem a questão social, reduzindo assim a pressão humana sobre as tartarugas marinhas.” (http://www.tamar.org.br/t_func.asp)

A outra parte da resposta vem com a cena que presenciei. Enquanto caminhava pelos aquários, encontrei alguns guias mirins que davam orientações aos turistas, organizavam e participavam das atividades durante a visitação. Dois guias que conversavam me chamaram a atenção. Um tinha entre 12 e 13 anos e o outro entre 9 e 10 anos, não mais do que isso.

O mais velho falava e o mais novo, cabisbaixo, escutava:

– Você quer o quê? Ficar servindo mesa na praia? Eu não entendo. Aqui você tem um monte de coisa: ganha roupa, ganha livros, tem treinamento e ainda recebe um dinheiro para levar para casa. Do que você está reclamando?

Na hora que ouvi essa argumentação, entendi o verdadeiro sentido daquele projeto. Nós vamos para lá ver as “tartaruguinhas” e não olhamos em volta. Não conseguimos enxergar, efetivamente, o impacto social que um projeto, qualquer que seja seu objetivo principal, é capaz de causar. O menino mais velho entendeu e passou adiante o que muitos não percebem: o envolvimento da comunidade, a perspectiva de mudança e o desenvolvimento LOCAL sustentável.

Aquele menino é uma liderança, é um “pastor de ovelhas”. Não sei o que o mais novo estava pensando, mas sei o que ele passou a pensar depois, pois ele ouviu, meditou e voltou ao trabalho.

Presenciar involuntariamente uma situação como essa é dar mais valor ao preço do ingresso, à água de coco comprada, ao trabalho investido. É reconhecer que projetos sociais são capazes de cumprir o seu papel.