Trabalhar com Responsabilidade Social

O termo Responsabilidade Social tem sido repetido em muitas rodas de negócios, empresas passam a adotar seus princípios como requisitos em contratos de serviços, entidades representativas da sociedade têm criado indicadores que medem o grau de atuação das organizações em busca do desenvolvimento sustentável.

A mudança nos padrões de consumo tem se tornado fator predominante na decisão das empresas em trabalharem de forme socialmente sustentável. Com o aumento do acesso às informações e a consequente conscientização dos consumidores, a exigência quanto a produtos de qualidade e que atendam princípios sócio-ambientais tem aumentado significativamente.

As pessoas passam a investigar a origem dos produtos, desde a retirada da matéria-prima da natureza, até a condição de descarte do produto final. Vide o movimento das ecobags, sacolas ecológicas que substituem gradativamente os sacos plásticos dos supermercados. A pressão que mais e mais consumidores fazem para que grandes empresas passem a atuar socialmente, culmina, por exemplo, na criação de fundações privadas com o objetivo de financiar projetos e iniciativas sociais, como Fundação Bradesco, Fundação Itaú, Instituto Wal-Mart, entre outras.

Além de atender mercado e comunidade, uma empresa socialmente responsável atrai investimentos, uma vez que está comprovado que empresas sustentáveis geram melhores resultados de longo prazo para acionistas, pois estão mais aptas a enfrentar riscos econômicos, sociais e ambientais. Em função dessa demanda realizada por investidores, a BOVESPA em conjunto com várias outras organizações criou o Índice de Sustentabilidade Empresarial, tornando-se um referencial para os investimentos socialmente responsáveis.

Há um destaque especial para a cadeia de valor que se cria ao trabalhar com o relacionamento com stakeholders. Desde que a empresa trabalhe com políticas claras de relacionamento com seus clientes, fornecedores, acionistas e funcionários, o resultado final é uma rede de parceiros sólida e confiável, que gera resultados em “efeito dominó” e cíclico. Por exemplo: funcionários satisfeitos transformarão essa satisfação em produtos de maior qualidade, assim como clientes satisfeitos com a qualidade do produto, indicarão para outros potenciais clientes que se tornarão clientes efetivos por terem encontrado funcionários capacitados para atender a demanda. E assim por diante.

Para alcançar esses resultados, basta que sejam desenvolvidas ações simples que, com o tempo, são agregados à cultura organizacional. Podem ser consideradas como o primeiro passo para projetos maiores que envolvam mais complexidade. Essas ações podem tratar da comunidade, meio ambiente, governo, local de trabalho e mercado.

Destaque especial para a diminuição de custos e aumento de lucro quando se reduz desperdícios, repassa-se ao mercado materiais que podem ser reciclados e tornam-se matéria-prima para outros produtos. O aumento da produtividade baseada na ética e na transparência das relações. Toda ação pode gerar um retorno financeiro em médio e longo prazo.

Negar que esse movimento esteja acontecendo é ficar para trás, é perder espaço no mercado. Quanto mais cedo a empresa adere a esse movimento social, mais chances de sucesso ela tem, visto que a preocupação com a sustentabilidade é também se preocupar com a continuidade do consumo, é pensar em longo prazo, é assumir que as empresas não são finitas, que não foram criadas com data de validade. Uma vez esgotados os recursos do planeta, não haverá mais o que consumir.

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