‘Custo da poluição’ é de R$ 14 por segundo, diz estudo

quinta-feira, 21 maio, 2009

Os custos da poluição, pela primeira vez, foram mapeados fora das fronteiras de São Paulo. Estudo obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que são R$ 14 gastos por segundo (R$ 459,2 milhões anuais) para tratar sequelas respiratórias e cardiovasculares de vítimas do excesso de partícula fina – poluente da fumaça do óleo diesel. O valor é dispensado por unidades de saúde públicas e privadas de seis regiões metropolitanas do País.

A mesma pesquisa, produzida pelo Laboratório de Poluição da USP e seis universidades federais, mostra que, além dos paulistas, respiram ar reprovado pelos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) as regiões do Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife. “A poluição não é mais privilégio de São Paulo e os impactos são diretos na saúde cardiovascular do brasileiro”, diz Antônio Carlos Chagas, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Pelo ensaio científico, 8.169 pessoas são internadas anualmente com problemas cardíacos atribuídos à partícula fina.

As pesquisas em São Paulo incentivaram a produção em outras metrópoles. O cardiologista Evandro Mesquita, da Universidade Federal Fluminense, começou a cruzar os dados de arritmia e enfarte em dias marcados pelo excesso de poluentes. Quando o Instituto do Coração de SP (Incor) fez teste parecido no ano passado, encontrou aumento de 11% de morte por ocorrência cardíaca. No Rio, a pesquisa da USP mostra que são 1.434 pacientes do coração internados por ano.

A reportagem teve acesso ao estudo na ação civil pública que o Ministério Público de São Paulo move contra a Petrobras e 13 montadoras de veículos pedindo indenização para vítimas da poluição. Segundo o promotor do Meio Ambiente do MP, José Isamel Lutti, o valor indenizatório terá “como parâmetro” a pesquisa. Além das internações, também foram calculadas as mortes nas regiões: 11.559 pessoas com mais de 40 anos (31 vidas por dia). A Petrobrás, por meio de assessoria de imprensa, informou que não foi notificada sobre a ação, ajuizada em março deste ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/21052009/25/manchetes-custo-da-poluicao-r-14.html


Trabalhar com Responsabilidade Social

terça-feira, 12 maio, 2009

O termo Responsabilidade Social tem sido repetido em muitas rodas de negócios, empresas passam a adotar seus princípios como requisitos em contratos de serviços, entidades representativas da sociedade têm criado indicadores que medem o grau de atuação das organizações em busca do desenvolvimento sustentável.

A mudança nos padrões de consumo tem se tornado fator predominante na decisão das empresas em trabalharem de forme socialmente sustentável. Com o aumento do acesso às informações e a consequente conscientização dos consumidores, a exigência quanto a produtos de qualidade e que atendam princípios sócio-ambientais tem aumentado significativamente.

As pessoas passam a investigar a origem dos produtos, desde a retirada da matéria-prima da natureza, até a condição de descarte do produto final. Vide o movimento das ecobags, sacolas ecológicas que substituem gradativamente os sacos plásticos dos supermercados. A pressão que mais e mais consumidores fazem para que grandes empresas passem a atuar socialmente, culmina, por exemplo, na criação de fundações privadas com o objetivo de financiar projetos e iniciativas sociais, como Fundação Bradesco, Fundação Itaú, Instituto Wal-Mart, entre outras.

Além de atender mercado e comunidade, uma empresa socialmente responsável atrai investimentos, uma vez que está comprovado que empresas sustentáveis geram melhores resultados de longo prazo para acionistas, pois estão mais aptas a enfrentar riscos econômicos, sociais e ambientais. Em função dessa demanda realizada por investidores, a BOVESPA em conjunto com várias outras organizações criou o Índice de Sustentabilidade Empresarial, tornando-se um referencial para os investimentos socialmente responsáveis.

Há um destaque especial para a cadeia de valor que se cria ao trabalhar com o relacionamento com stakeholders. Desde que a empresa trabalhe com políticas claras de relacionamento com seus clientes, fornecedores, acionistas e funcionários, o resultado final é uma rede de parceiros sólida e confiável, que gera resultados em “efeito dominó” e cíclico. Por exemplo: funcionários satisfeitos transformarão essa satisfação em produtos de maior qualidade, assim como clientes satisfeitos com a qualidade do produto, indicarão para outros potenciais clientes que se tornarão clientes efetivos por terem encontrado funcionários capacitados para atender a demanda. E assim por diante.

Para alcançar esses resultados, basta que sejam desenvolvidas ações simples que, com o tempo, são agregados à cultura organizacional. Podem ser consideradas como o primeiro passo para projetos maiores que envolvam mais complexidade. Essas ações podem tratar da comunidade, meio ambiente, governo, local de trabalho e mercado.

Destaque especial para a diminuição de custos e aumento de lucro quando se reduz desperdícios, repassa-se ao mercado materiais que podem ser reciclados e tornam-se matéria-prima para outros produtos. O aumento da produtividade baseada na ética e na transparência das relações. Toda ação pode gerar um retorno financeiro em médio e longo prazo.

Negar que esse movimento esteja acontecendo é ficar para trás, é perder espaço no mercado. Quanto mais cedo a empresa adere a esse movimento social, mais chances de sucesso ela tem, visto que a preocupação com a sustentabilidade é também se preocupar com a continuidade do consumo, é pensar em longo prazo, é assumir que as empresas não são finitas, que não foram criadas com data de validade. Uma vez esgotados os recursos do planeta, não haverá mais o que consumir.