Consumo Consciente e Sustentabilidade

quarta-feira, 30 julho, 2008

Os recursos do mundo estão escassos, uma vez que são consumidos de forma desordenada e sem se projetar a sua permanência no futuro. Atualmente, a sociedade consume o equivalente a 1,25 terras, o que significa que estão consumindo além da capacidade do planeta de produzir e renovar recursos naturais.

A solução para esse consumo desenfreado é a adoção de conceitos e princípios de sustentabilidade. Sustentabilidade nada mais é que o desenvolvimento de ações capazes de satisfazer as necessidades da sociedade sem prejudicar o meio ambiente e sem tirar a oportunidade das gerações futuras em satisfazer as suas.

Dessa forma entendida, a sustentabilidade reflete-se na responsabilidade que cada indivíduo tem em fazer sua parte para a preservação e recuperação do mundo. Tanto empresas, quanto governos e entidades sociais e, principalmente, a sociedade, são responsáveis pelo impacto que seus hábitos de vida e consumo provocam ao ambiente.

Partindo da conscientização de cada indivíduo da sociedade, tem-se a priorização da disseminação do conceito de consumo consciente. Pois, adquirindo a consciência sobre o que se consome o cidadão pode optar por estimular que o mercado, de modo geral, se adapte aos princípios sustentáveis, uma vez que os consumidores ditam o comportamento do mercado.

Vem daí, então, o conceito de consumo consciente, que, simplificado, significa consumir atento ao impacto que determinados produtos e serviços podem causar ao meio ambiente, evitando-os sempre que possível. Isto é, o consumidor consciente reconhece o impacto que suas decisões de compra causa, repercutindo positivamente ou negativamente na sociedade. Isso acontece em dois momentos: no ato da compra e no consumo do resultado dessa compra.

De que forma o consumo consciente contribui? Quando um consumidor opta por adquirir um produto de uma empresa socialmente responsável ele está ajudando a manter a lógica do comércio justo. Caso ele não faça essa opção, está estimulando que esse fabricante ou fornecedor continue praticando ações contra a sustentabilidade. Contudo, a atuação do consumidor consciente não se restringe apenas a escolher fabricantes de produtos sustentáveis, pois, vai desde a reflexão sobre a redução da quantidade de produtos que se necessita adquirir, economia de água e energia, por exemplo, até a reutilização ou reciclagem de produtos que muitas vezes eram considerados como lixo.

Ser um consumidor consciente envolve uma ação cotidiana, que requer uma mudança de hábito sobre as novas práticas que devem ser adotadas. Ser um consumidor consciente é saber que suas ações individuais são capazes de promover transformações no mundo

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Vaga para captador de recursos – Jacareí/SP

quarta-feira, 23 julho, 2008

Descrição das Atividades:

Elaboração de projetos para captação de recursos

Busca de parcerias/ prêmios

Planejamento de eventos

Responsável pelo desenvolvimento do setor de Campanhas

Formação:

Superior em Comunicação Social, Marketing ou Administração

Experiência:

1 ano na área de Projetos sociais

Informática

Competências Necessárias:

  • Relacionamento interpessoal
  • Comunicação
  • Empreendedorismo
  • Dinamismo
  • Criatividade
  • Liderança.

Regime CLT.

44h semanais.

Jacareí-SP

Área hospitalar

Contato:  selecao@hospitalsaofrancisco.org.br ou captacao@hospitalsaofrancisco.org.br


A necessidade de planejar

segunda-feira, 21 julho, 2008

Planejamento, de modo simplificado, é a forma de perceber a realidade, projetando o futuro, baseando-se na análise de cenários e no estabelecimento de ações que promoverão os resultados esperados naquela projeção.

Uma frase bem conhecida ilustra a importância de um planejamento: “para quem não sabe aonde quer chegar, qualquer caminho é válido”. Já pensou na quantidade de possibilidades que há na sua frente? Para onde ir? Que direção tomar?

Aonde você quer chegar? Aonde você quer levar a sua organização? Estabeleça uma direção.

Pronto? Ótimo. Agora o que fazer para chegar aonde você quer? Como a sua organização está hoje e como você quer que ela esteja amanhã? O que é preciso ser feito para que ela esteja do jeito que tem que estar? Quais ações são necessárias? Que recursos a organização irá precisar? Quem serão os responsáveis por cada ação?

Sem querer, respondendo a essas perguntas, você está planejando. Agora, coloque tudo isso no papel: seus objetivos e metas. Estabeleça prioridades, ações e resultados esperados para cada objetivo ou meta. Quantifique. Qualifique. O que você quer, porque você quer, como você quer, quanto você quer, o que você precisa fazer para ter o que você quer.

Alguns podem achar que planejamentos foram feitos para não serem cumpridos, mas é um grande engano pensar assim. É certo que, em alguns casos, por algum motivo, há desvio do planejado, principalmente em relação a variáveis incontroláveis, como políticas públicas, crise na economia, mudança nas taxações de impostos etc. Mas, a essência, o caminho continua lá. O necessário, nesse momento, é re-alinhar o planejamento.

Esse é o “xis” da questão: estar preparado para as mudanças que não se pode controlar (e as que se pode controlar também), monitorando o planejamento de forma que o trabalho não se perca no caminho e os resultados esperados possam ser alcançados.


Marketing, que bicho é esse?

segunda-feira, 14 julho, 2008

Que o Terceiro Setor está crescendo isso não é mais novidade. Que as ONGs estão começando a se profissionalizar, isso também não é mais novidade. Já escrevi sobre isso. Novidade é a adoção do marketing na gestão dessas organizações. Por que novidade? Porque o mito acaba.

Uma vez ouvi de um gestor de ONG, numa proposta de um estudo de marketing para a instituição, que marketing é coisa de capitalista. Ok. Pode até ser. Mas…

Quantas ferramentas de Marketing uma ONG usa sem mesmo saber que é Marketing? Vamos à lista:

– Planejamento Estratégico;

– Telemarketing;

– Comunicação: boletins, sites, panfletos, mala-direta etc;

– Propaganda: através dos projetos de patrocínio e outros;

– Pesquisas: de mercado, de satisfação, de qualidade etc;

– Redes: puro marketing de relacionamento;

– Eventos: divulgação através da publicidade e propaganda;

– Comercialização de produtos: usando composto de marketing (4P’s – praça, preço, produto e promoção).

Se eu quiser, a lista não pára.

Observo o número de cursos sobre Marketing oferecidos no e ao Terceiro Setor. A bola da vez é o Marketing Social. O que é o Marketing Social senão a utilização de todas essas ferramentas e metodologias acima citadas voltadas para objetivos sociais? Além, é claro, de desenvolver ações sustentáveis e socialmente responsáveis através da oferta de produtos e serviços ao mercado para fortalecimento da imagem institucional. Sim, escrevi mercado.

Se a ONG tem um público-alvo (crianças, negros, mulheres, deficientes físicos, idosos, empresas, governo etc), ela tem um mercado a atingir. Para atingir esse mercado, faz uso de estratégias mercadológicas específicas. Então, por favor, assuma que aquela ação de comunicação que você faz na sua organização para a fidelização de doadores é uma ação de Marketing.

O Marketing também não deve ser encarado como um departamento à parte. O Marketing é uma forma de gestão, assim como a Responsabilidade Social não é um projeto isolado. Falou em estratégia, pensou em Marketing.

Alinhar os objetivos da ONG em torno dessa visão, facilitará aos gestores a tomada de decisões e a condução eficaz dos seus planejamentos.


O que as ONGs vendem?

segunda-feira, 7 julho, 2008

Escrevi no texto “Captador de Recursos: quem é e o que faz” que deveria ser ilícito ganhar comissão sobre o valor arrecadado. Essa afirmação gerou algumas reações que serão discutidas a seguir.

Algumas pessoas me procuram para captação de recursos. Reconheço a importância desse trabalho, bem como dos profissionais da área. Sei que é muito importante ter uma vasta rede de relacionamentos e também sei que isso leva tempo e é preciso muito investimento. Além disso, são anos de experiência acumulada que valem muito.

Não posso deixar de citar um comentário recebido: “Temos que acabar com a idéia de que quem atua no 3º setor é missionário, que não tem contas para pagar e que seu tempo, dedicação e preparo não valem dinheiro. O 3º setor vem com o compromisso de profissionalizar as pessoas que nele atuam para que estas deixem de ser amadoras e aventureiras.” Concordo plenamente. Por isso mesmo, escrevi o texto “Quanto se quer investir para vencer?”.

Mas, recentemente recebi um e-mail que me deixou estarrecida. Convidavam-me a trabalhar com Captação de Recursos e o que fosse captado seria dividido em três partes iguais: uma para o grupo de pessoas que concebeu o projeto, uma para a instituição que estava intermediando o projeto e a outra para o captador. Dividir em partes iguais pode parecer justo, mas não acho justo quando isso fica parecendo um comércio.

Uma coisa é a ONG vender o seu projeto, outra é ela se vender. Como é que se planeja um orçamento baseado nisso? Inflacionando preços? Ampliando e camuflando horas de trabalho? Deixando explícita essa relação no projeto? Como o financiador/patrocinador/doador se sente ao saber que apenas 1/3 do seu dinheiro será efetivamente utilizado para a concretização do projeto SOCIAL? Como se presta contas disso? Até onde isso é válido e ético?

Por isso, não concordo com o comissionamento de captadores de recursos. A seguir, a resposta ao comentário citado: Eu discordo do comissionamento a partir do momento que observo pessoas despreparadas se proclamando ‘Captadores de Recursos’, em função das oportunidades que as grandes cifras dos projetos criam. Por isso, iniciei falando dessas pessoas. (…) Nesse caso e somente quando eu percebo por parte do Captador seu empenho social e profissional e não meramente ‘oportunista’ é que valorizo o comissionamento. Pois, também sabemos quão carente é o terceiro setor e quão suscetíveis (sic) a falsas promessas ele está.”

Por isso mesmo, não trabalho com captação de recursos. Antes da captação de recursos é necessário que se desenvolva o projeto e o plano de captação, ou muito antes disso, o planejamento estratégico da organização. Sem isso, qualquer ação será em vão, o dinheiro sairá voando num vendaval, as metas não serão cumpridas e o projeto não alcançará o resultado proposto. E com esses processos finalizados, até mesmo a ONG pode fazer a sua captação.

É nisso que acredito: no planejamento e desenvolvimento de ações sustentáveis. Por isso insisto tanto nesses assuntos. Essa é a minha responsabilidade social.