Gestão de Voluntários

No Terceiro Setor, o maior patrimônio que se possui são os recursos humanos, o capital intelectual das organizações. Por serem tão importantes, é necessária a utilização de técnicas de gerenciamento de pessoas, não só para administrar esses recursos, mas para mostrar que são importantes, valorizados e reconhecidos.

Isso, principalmente, quando falamos de Voluntários. Qual o vínculo que um voluntário tem com uma instituição senão o emocional e a identificação com a causa da ONG? O que a ONG pode oferecer para transformar esse voluntário em um braço da organização? Nesse texto, darei algumas dicas de como “fidelizar” voluntários.

A primeira atitude que a organização deve tomar é deixar de ver o voluntário apenas como uma ferramenta de trabalho, como mais um colaborador. O voluntário chega à instituição com uma bagagem de conhecimento e prática que muitas vezes não são aproveitados, pois já existe uma função e um papel pré-definido no lugar para que ele possa executar.

Depois, é preciso verificar o que fez o voluntário buscar essa ONG. Quais os fatores chaves que o estimularam a prestar serviços voluntários. E, o que a ONG pode oferecer para atender as suas expectativas. Deve haver congruência de objetivos e motivos. A pessoa se torna voluntária porque quer e não porque a organização pediu. Quando acontece dessa forma, a garantia de durabilidade dessa relação é muito maior.

Então, a palavra em questão é Motivação. O que motivou a pessoa a se voluntariar muitas vezes foi o desejo de utilizar aquele conhecimento e experiência que adquiriu na vida de forma a ajudar outras pessoas. Por isso, a melhor forma de aproveitar isso é estimular que o voluntário faça o que ele quer fazer e não o que a organização gostaria que ele fizesse.

A satisfação em desempenhar algo que sabe e gosta de forma gratuita num lugar em que se identifica e ter isso reconhecido é o principal elo de fidelização desse voluntário.

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