Quanto se quer investir para vencer

terça-feira, 25 março, 2008

As ONG’s são associações sem fins lucrativos. Fato um. Precisam de recursos (humanos, materiais e financeiros) para fazer com que seus projetos aconteçam. Fato dois. Para conseguir esses recursos precisam de um mínimo de profissionalização para geri-los. Fato três. Sem essa profissionalização os recursos não vêm. Fato quatro.

Mas, se são sem fins lucrativos como conseguir se profissionalizar? Qual a relação entre uma coisa e outra?

Profissionalização, capacitação, treinamento custam dinheiro. Do outro lado sempre há um prestador de serviço, uma escola, uma instituição de treinamento que também precisa sobreviver, que tem o negócio voltado para a realização de objetivos de terceiros.

Há uma cadeia envolvida em todo o processo de maturação de uma instituição. Se na ONG não há quem saiba fazer algo, é necessário captar um voluntário ou profissional que seja capaz. Porém, o voluntário não é garantia de continuidade, tão pouco de dedicação integral, uma vez que ele tem outras atividades e o profissional… Bem. O profissional custa. Quanto a ONG está disposta a investir para alcançar os resultados desejados? Desenvolver aquele projeto que não sai da primeira página? Montar aquele Planejamento Estratégico que o parceiro tanto cobra?

Quanto?

Não há serviço gratuito. O voluntário faz porque recebe algo em troca. Pode não ser algo perceptível, algo tangível, mas é a satisfação pessoal de estar prestando um serviço social, é o contato e a amizade que se faz com as pessoas na ONG. Assim, como os consultores e prestadores de serviços também não fazem de graça. E, nesse caso, ainda há uma diferença, pois eles trabalham com o que eles têm de melhor: o conhecimento e a experiência adquirida no decorrer de anos de trabalho e capacitação, muitas vezes investidos do próprio bolso. Quanto vale esse conhecimento? Além do mais, do que consultores e prestadores de serviços vivem, senão do seu conhecimento?

Quanto um serviço profissional pode trazer de resultado para sua organização? Quanto a organização ganha com isso? Lembre-se do fato número quatro.

 

 

Texto complementar: O conselheiro come, de João Ubaldo Ribeiro.

 

 

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