Plano de Captação

domingo, 30 março, 2008

Assim como o Planejamento Estratégico ajuda uma organização a entender sua missão, estabelecer objetivos e auxiliar com que suas metas sejam atingidas, o mesmo faz o Plano de Captação.

Como escrevi no texto “O processo de Captação de Recursos”, o Plano de Captação guia a organização na execução de suas atividades. Pois determina que caminho o captador deve seguir. Sem ele, há ainda mais entraves para a captação de recursos.

Mas, o que é, afinal, o Plano de Captação? Basicamente, é o planejamento estratégico da captação. Por isso mesmo, deve ser norteado pela missão e pelos objetivos estratégicos da organização. É nele que são definidos, por exemplo:

  • Os objetivos e metas da captação,
  • Identificação e mapeamento dos potenciais doadores,
  • Análise dos pontos fortes e fracos,
  • Definição do público-alvo e das estratégias utilizadas para alcançar cada público,
  • Desenvolvimento do plano de ação e orçamento, entre outras coisas.

O Plano de Captação pode ser montado para projetos específicos ou para um conjunto de projetos, desde que dentro dos objetivos estabelecidos. Para cada Plano de Captação desenvolvido haverá um Plano de Ação que servirá para estabelecer prazos, responsáveis e recursos para a realização das ações de cada objetivo.

Com o Plano de Captação em mãos, a organização sabe o que, aonde e de que maneira mobilizar recursos. E, principalmente, sabe quem são os potenciais doadores e como fazer para tornar essa doação de pontual para permanente, utilizando ações de marketing e suas ferramentas para estabelecer vias de contato com empresas e sociedade.

Marketing? É. Marketing.

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Quanto se quer investir para vencer

terça-feira, 25 março, 2008

As ONG’s são associações sem fins lucrativos. Fato um. Precisam de recursos (humanos, materiais e financeiros) para fazer com que seus projetos aconteçam. Fato dois. Para conseguir esses recursos precisam de um mínimo de profissionalização para geri-los. Fato três. Sem essa profissionalização os recursos não vêm. Fato quatro.

Mas, se são sem fins lucrativos como conseguir se profissionalizar? Qual a relação entre uma coisa e outra?

Profissionalização, capacitação, treinamento custam dinheiro. Do outro lado sempre há um prestador de serviço, uma escola, uma instituição de treinamento que também precisa sobreviver, que tem o negócio voltado para a realização de objetivos de terceiros.

Há uma cadeia envolvida em todo o processo de maturação de uma instituição. Se na ONG não há quem saiba fazer algo, é necessário captar um voluntário ou profissional que seja capaz. Porém, o voluntário não é garantia de continuidade, tão pouco de dedicação integral, uma vez que ele tem outras atividades e o profissional… Bem. O profissional custa. Quanto a ONG está disposta a investir para alcançar os resultados desejados? Desenvolver aquele projeto que não sai da primeira página? Montar aquele Planejamento Estratégico que o parceiro tanto cobra?

Quanto?

Não há serviço gratuito. O voluntário faz porque recebe algo em troca. Pode não ser algo perceptível, algo tangível, mas é a satisfação pessoal de estar prestando um serviço social, é o contato e a amizade que se faz com as pessoas na ONG. Assim, como os consultores e prestadores de serviços também não fazem de graça. E, nesse caso, ainda há uma diferença, pois eles trabalham com o que eles têm de melhor: o conhecimento e a experiência adquirida no decorrer de anos de trabalho e capacitação, muitas vezes investidos do próprio bolso. Quanto vale esse conhecimento? Além do mais, do que consultores e prestadores de serviços vivem, senão do seu conhecimento?

Quanto um serviço profissional pode trazer de resultado para sua organização? Quanto a organização ganha com isso? Lembre-se do fato número quatro.

 

 

Texto complementar: O conselheiro come, de João Ubaldo Ribeiro.

 

 


Empreendedorismo Social

terça-feira, 18 março, 2008

O Terceiro Setor tem estado em expansão, crescendo tanto em número de ONG’s quanto em número de pessoas envolvidas para a realização de suas missões e objetivos. O que, apesar da boa intenção, não tem sido suficiente para resolver os complexos problemas sociais a que o setor se dedica, pois são baseadas em abordagens tradicionais de gestão. 

Investir no resultado é investir em um termo que é antigo, porém pouco disseminado, que diz muito sobre a atual conjuntura do Terceiro Setor: Empreendedorismo Social. O termo Empreendedorismo Social remete a inovação, a geração de valor social, criando novas oportunidades e transformando realidades. 

O Empreendedorismo Social não é utilizado, simplesmente, para aplicar conhecimentos empresariais e do mercado na gestão das ONGs. Vai muito mais além, pois exige que haja adaptação desses conceitos para a realidade do Terceiro Setor, no desenvolvimento de novas abordagens e estratégias que criem, especificamente, valor social. Ou seja, a questão não é se é preciso mobilizar ou não mais recursos, mas sim desenvolver novos modelos para o alcance de resultados sustentáveis, destacando o impacto social. 

Dentro dessa perspectiva, surge a figura do Empreendedor Social, a pessoa responsável por trazer a inovação para dentro da ONG. Tem características semelhantes à de um empresário, uma pessoa de negócios, contudo, possui uma diferença essencial: tem um objetivo social, não está voltado para a geração de lucro. 

Os empreendedores sociais estão continuamente voltados para a sua missão social, trabalhando de forma que os recursos que a ONG foi capaz de mobilizar se transformem em resultados, promovendo o impacto social esperado. 

Uma das vantagens do Empreendedorismo Social é o seu fortalecimento através da concepção de redes, que promove a criação de políticas sociais e discussões sobre os novos modelos de gestão, através de um ambiente dinâmico e diverso. Fato que pode ser comprovado com o número de redes que se formam tanto no Terceiro Setor, quanto no primeiro e no segundo setores para discutirem temas sociais, a exemplo do Instituto Ethos de Responsabilidade Social e os Comitês de Cidades. 

O Empreendedorismo Social tem se mostrado eficiente para a solução de problemas sociais complexos e que, em rede, busca por inovação e compartilha novas abordagens estratégicas de gestão e maximização do valor social.


Pequenas ações geram grandes resultados

domingo, 16 março, 2008

Ecologicamente correta, realidade européia, tendência mundial com estilo brasileiro.

 

Faça sua parte. Adote uma bolsa de pano.

 

Veja a reportagem aqui.


Desenvolvendo Ações Sustentáveis

quinta-feira, 6 março, 2008

Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento de ações que garanta o suprimento das necessidades da sociedade atual sem prejudicar o fornecimento de suprimento para as gerações futuras. Ou seja, preservando e multiplicando recursos, sem esgotá-los.

Sem um novo modelo econômico pautado no desenvolvimento sustentável, muitos recursos deixarão de existir, muitas sociedades deixarão de ter acesso ao que restar e muitos serão os atingidos pela escassez. O que fazer, então, para não permitir que isso aconteça?

Ações dessa natureza são complexas, pois precisam do envolvimento de cadeias e redes de organizações. É necessária uma mobilização conjunta de vários atores da sociedade. E, principalmente, é preciso admitir que os recursos são finitos, sendo a proteção e recuperação do meio ambiente uma das principais preocupações.

O primeiro passo, então, para o desenvolvimento de ações sustentáveis é a conscientização, é trabalhar a educação dos envolvidos de forma que entendam a importância de se trabalhar com esse conceito. Talvez, o mais complexo seja fazer com que apreendam e multipliquem os conhecimentos passados. Fazer com que o que foi ensinado passe a fazer parte do novo modo de vida dos envolvidos. Criar redes de discussão, grupos de trabalho, envolver empresas, comunidades e ONGs.

O segundo passo é estabelecer as áreas de prioridade (meio-ambiente, educação, geração de renda, desigualdade social etc), as atividades que se quer desenvolver e os objetivos que se quer alcançar. A partir daí, desenvolver projetos que envolvam a comunidade, mostrando que cada um é responsável pelo mundo em que se vive. O impacto social deve ser avaliado, os resultados mensuráveis e as metas executáveis.

A execução dos projetos é o terceiro passo. Aqui, é necessário atentar para a sustentabilidade do próprio projeto. Quanto mais conscientização existir, maior o número de pessoas e recursos envolvidos e maior a possibilidade de continuação. É preciso que haja uma equipe dedicada, com pessoas que conheçam os problemas abordados e as soluções propostas.

A gestão do projeto e dos recursos deve ocorrer de forma transparente, com a participação de membros da comunidade, realizando alterações sempre que necessário. Os resultados devem ser expostos à comunidade e as tecnologias desenvolvidas replicadas em outros projetos ou comunidades.

Se todos abraçarem a mesma causa, o desenvolvimento sustentável deixará de ser teoria para ser uma prática constante no mundo.


Planejamento Orçamentário

segunda-feira, 3 março, 2008

Você sabe quanto a sua organização custa por mês? Você sabe quanto a sua organização precisa para executar um determinado projeto? A sua organização tem orçamento? É preciso pensar nisso.

Orçamento, descrição do conjunto de receitas e despesas de uma organização em um período determinado, representado, muitas vezes, pelo período de 12 meses, está presente, inclusive, em projetos encaminhados para aprovação de financiamentos. O orçamento é criado a partir do levantamento das entradas de recursos e gastos da instituição que aconteceram no período anterior, projetados para o futuro. Ou, uma análise de custo de produtos e de manutenção da infra-estrutura para um projeto específico. É um planejamento de gastos e recebimentos: o planejamento orçamentário.

O planejamento orçamentário é apresentado em forma de planilha (do Excel ou de softwares de gerenciamento), em que a unidade de tempo é o mês (ou bimestre, ou semanas, de acordo o critério da organização), classificados por naturezas ou rubricas – descrição das entradas e saídas – e o total de recursos disponibilizados para cada natureza ou rubrica no mês referente.

Com esse planejamento, a organização pode identificar pontos críticos em que serão necessários maiores cuidados, realizando ações diretas que possam minimizar problemas. Como também, saber o quanto deve captar de recursos para poder suprir as necessidades da organização. Os orçamentos, então, são criados para gerir a organização e/ou projetos específicos.

É importante que o orçamento esteja adequadamente mensurado, pois definirá as estratégias que a organização irá adotar, definirá parcerias em função da transparência, permitirá tomada de decisões com maior facilidade e segurança, possibilitando uma visão mais abrangente sobre vários aspectos da organização.