Empresas privadas e projetos sociais para a comunidade

terça-feira, 26 fevereiro, 2008

Quer fazer um projeto para a comunidade em que a empresa está inserida e não sabe como?

Sustentabilidade!

Esse é o segredo para causar impacto duradouro e consistente. Diferentemente de projetos pontuais, projetos que proporcionem o desenvolvimento sustentável são muito mais representativos, tanto para a comunidade, quanto para a organização que a executa, pois se tornam autônomos e são capazes de criar uma rede de propagação das experiências conquistadas.

Sustentabilidade pode ser definida como o desenvolvimento de ações, para o meio-ambiente e a sociedade, capazes de satisfazer as necessidades dessa sociedade sem prejudicar as oportunidades das gerações futuras.

Pense no que sua empresa pode fazer para criar uma rede de desenvolvimento sustentável. Que ações são importantes para a comunidade e como essas ações podem ser postas em prática. Essas informações podem ser obtidas através de um diagnóstico. Um questionário que ajudará a identificar as principais necessidades ou deficiências existentes no ambiente do qual a empresa faz parte.

Essas informações nortearão os investimentos da empresa de forma adequada, para o alcance de resultados satisfatórios para todos os envolvidos. Alguns exemplos de projetos:

– Reciclagem de papel – Se sua empresa gasta muito papel, não é possível diminuir esse gasto e há um déficit de vagas de emprego na comunidade, pode-se pensar na montagem de uma cooperativa para reciclagem de papel. Os cooperados seriam moradores da cidade, capacitados para o serviço e toda renda obtida seria revertida para essas famílias, gerando renda e aquecendo a economia local.

– Educação – Um projeto de educação de adultos onde os beneficiados são os funcionários da empresa e membros da comunidade. Funcionários alfabetizados são mais facilmente capacitados para o exercício de suas funções. Comunidade alfabetizada torna-se mais mão-de-obra disponível para futuros empregos.

– Hortas orgânicas – Famílias capacitadas na produção de produtos orgânicos. Geração de renda para as famílias, aquecimento da economia local e fornecimento de alimentos saudáveis nos refeitórios da empresa.

Projetos sociais como esses têm suas complexidades (assunto para outro texto). Contudo, os resultados obtidos são de grande valia para todos.

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Não tente abraçar o mundo…

sexta-feira, 22 fevereiro, 2008

Já me deparei com algumas situações que me fizeram questionar porque querer fazer tanta coisa de uma só vez. As pessoas são tendenciosamente ansiosas. Quando se empolgam, visualizam oportunidades, querem colocar tudo aquilo que almejam de uma única vez num projeto.

A primeira coisa que faço é pedir para parar e respirar. É importante manter o foco. É importante conhecer a sua missão, ter em mente que nem tudo pode ser feito naquele momento, que, se for assim, alguma coisa vai ficar para trás, algo ficará mal feito. Sabemos que isso não é bom. Porque fazer algo diferente do que você ou sua organização faz?

Prioridade. Importância. Urgência. Seqüência lógica. Alguns fatores que ajudam a estabelecer as metas de uma instituição, ou da vida de alguém. É o segundo passo. Conhecer os conceitos dessas palavras e reconhecer onde os objetivos e projetos se encaixam. Muitas vezes, o que é urgente não é importante.

Mais uma vez: FOCO! Qual o foco principal? O que você quer? Dá para colocar isso numa lista? Categorize. Enumere. Descarte se for necessário. Dê tempo ao tempo. Dedique-se a uma coisa de cada vez. Há quantos anos o mundo existe mesmo?

Estabilize seus planos. Deixe a ansiedade de lado. Respire. Planeje. Montar um plano de ação é uma boa alternativa. Assim, você pode acompanhar seu progresso, estabelecer prazos para cumprimento das ações e monitorar se continua ou não no foco inicialmente estabelecido. As coisas irão acontecer, basta agir.

As oportunidades não vão deixar de aparecer por causa disso. Até porque, você as criará.


Cursos

domingo, 17 fevereiro, 2008

Acontecerão dois interessantes cursos nos próximos meses. Um em Salvador, na Bahia e outro no Rio de Janeiro, Capital.

Segue os dados:

Elaboração de Projetos Sociais
Enfoque do Marco Lógico

Data: 06 e 07 de março de 2008. Horário: 08:00 às 12:00 e das 13:30 às 17:00

Local: Pisa Plaza Hotal/ Salvador – BA

Ministrante : Profa. Tânia Narciso

Informações: (31) 3482-6981/ (71) 3241-0889

narcisotania@uol.com.br

oris.projetossociais@uol.com.br

athenasconsult@yahoo.com.br

E

Oficina de Elaboração de Projetos Sociais e Culturais e sua Captação de Recursos

Que será realizada na ABERJ – Associação de Bancos do Estado do Rio de Janeiro nos dias, 11, 12, 13 e 14 de abril de 2008.

Ministrado pelo Consultor Ricardo Falcão

Mais informações:

www.awrio.com.br/cursos

telefone: (21) 2629-3882

e-mail: cursos@awrio.com.br


Captador de Recursos: quem é e o que faz

sexta-feira, 15 fevereiro, 2008

O captador de recursos, em síntese, é o responsável pela mobilização de recursos financeiros ou materiais para a manutenção de uma instituição ou de projetos específicos.

Muitas pessoas visualizam essa função como uma profissão promissora e apostam no terceiro setor para isso. Muitas ONGs acreditam que só um captador é capaz de salvá-la e apostam nos captadores para isso. Há algo de errado nessas duas afirmações.

Na primeira, as pessoas não deveriam enxergar na profissão de Captador de Recursos mais uma forma de ganhar dinheiro ou explorar o mercado. Principalmente, por dois motivos: deveria ser ilícito (e será) ganhar dinheiro/comissão sobre doações e financiamentos para projetos sociais; e, os interessados na função devem ter algum engajamento com o terceiro setor, qualquer coisa diferente disso e elas não conseguem “vender o peixe”.

Na segunda, as ONGs não podem creditar o seu sucesso ou insucesso na figura de uma única pessoa. Muitas vezes, os problemas começam na definição da missão da organização e não na incapacidade de gerar recursos através da captação. É preciso pensar estrategicamente, gerindo a instituição de forma responsável e organizada, para que ela possa ter a estrutura necessária para abraçar projetos financiados. Pois, quanto mais dinheiro um financiador disponibiliza, mais exigências ele faz.

Especialmente, o captador de recursos deve ser um membro da organização. Deve ser alguém que conheça a missão, os objetivos, os projetos e atividades da ONG. Assim, ele pode responder a todas as questões feitas pelo financiador, mostrar comprometimento e razão para estar ali.

Muitas consultorias oferecem serviço de captação de recursos. Acredito que sejam válidas quando a ONG nunca trabalhou com isso, ainda está tentando se organizar e podem contratar o serviço. Nesses casos, o “captador” possui muito mais um papel de consultor. Ele deve auxiliar a ONG na construção do seu plano de captação, orientar no desenvolvimento e/ou desenvolver o projeto, auxiliar no processo de apresentação e negociação da proposta de financiamento, mas, nunca ser o único a participar do processo do início ao fim. Dessa maneira, a ONG estará apta a caminhar sozinha na ausência do consultor, deixando de depender dos serviços de terceiros.

O captador de recursos deve ser visto como uma pessoa estratégica para a ONG, precisa estar inserido nos processos de decisão, seleção e confecção dos projetos, participando de reuniões e eventos e tendo liberdade para tomar determinadas decisões. Isso porque será ele o responsável por mostrar a ONG a outras instituições.


Pequenas e importantes ações de Responsabilidade Social

quarta-feira, 13 fevereiro, 2008

A responsabilidade social empresarial, por sua definição, é uma nova forma de gestão, sendo guiada pela relação ética e transparente da empresa com a sociedade em geral, visando seu desenvolvimento sustentável, além de preservar recursos e promover a redução da desigualdade social.

Partindo de valores como ética e transparência, há várias maneiras de se trabalhar a responsabilidade social, de dentro para fora da empresa. Funciona como um efeito dominó e é cíclico. Por exemplo: funcionários satisfeitos transformarão essa satisfação em produtos de maior qualidade, assim como clientes satisfeitos com a qualidade do produto, indicarão para outros potenciais clientes que se tornarão clientes efetivos por terem encontrado funcionários capacitados para atender a demanda.

Para alcançar esses resultados, basta que sejam desenvolvidas ações simples que, com o tempo, serão agregados à cultura organizacional. Podem ser consideradas como o primeiro passo para projetos maiores que envolvam maior complexidade. Essas ações podem tratar da comunidade, meio ambiente, governo, local de trabalho e mercado. Quais sejam:

  • Definição dos valores da empresa, levando em consideração a nova postura;
  • Criação do Código de Ética da empresa;
  • Transparência nos processos decisórios;
  • Estabelecimento de programas de treinamento;
  • Obediência às legislações;
  • Valorização das iniciativas dos funcionários;
  • Atividades recreativas com funcionários e suas famílias;
  • Criação de programa de participação nos lucros;
  • Doações para ONG’s da cidade;
  • Parcerias com outras empresas socialmente responsáveis;
  • Doações de móveis e equipamentos usados;
  • Realização de projetos comunitários: limpeza de praças e escolas, patrocínio de quermesses etc para integração da empresa com a comunidade;
  • Participação em campanhas de doação (de sangue, de agasalho, de alimentos etc);
  • Separação do lixo para reciclagem;
  • Contribuição para o não desperdício de energia, água e papel.

Apesar dessas ações não serem mais novidades, a depender da cultura organizacional instaurada na empresa, há algumas resistências e dificuldades. Nesse caso, é necessário um planejamento de RSE e a implantação de projetos de forma gradual e constante para melhor adaptação dos envolvidos.


Captação de Recursos em Empresas Privadas

sexta-feira, 8 fevereiro, 2008

No texto “Como montar um Projeto Social”, eu descrevo a estrutura básica para o desenvolvimento de um projeto social, adotada pela maioria dos financiadores privados e públicos.

Contudo, muitas ONG’s ainda têm dificuldades em conseguir apoio para os seus projetos, ou mesmo, para a manutenção da sua estrutura. Nesse caso, há alguns pontos a considerar além da confecção dos projetos.

Até o momento, os projetos não passam de documentos para os financiadores. Documentos que são enviados, algumas vezes, por correio mediante chamada em edital, onde a ONG aguarda para saber se seu projeto foi contemplado ou não. Quando não são entregues por esse caminho, devem ser apresentados diretamente a entidade financiadora.

Nesse caso, então, o que fazer? Como convencer e conquistar o financiador? Não estranhe o fato de eu citar regras de negociação. Pode parecer comércio, e é! A ONG tem um produto: seu projeto. O financiador tem o que dar em troca: os recursos solicitados. Se há uma relação de troca, há comércio. Se alguém tenta convencer o financiador de que vale a pena investir em determinado projeto, isso é negociação. Regras mercadológicas que devem ser encaradas sem a bandagem do preconceito. É esse método que vai diferenciar uma organização da outra. Cada vez mais, as ONG’s adotam metodologias utilizadas no mercado privado. E, justamente essas, estão obtendo sucesso.

O que irá convencer um financiador a apoiar o projeto da ONG é um conjunto de fatores que determinará a possibilidade de sucesso e sustentabilidade da ação, quais sejam:

  • O objetivo do projeto de acordo com os objetivos sociais da instituição financiadora;
  • Público-alvo bem definido e caracterizado;
  • Equipe executora comprovadamente competente;
  • A eficiência da metodologia adotada (a sua replicação);
  • A fácil execução do projeto;
  • Metas e resultados factíveis;
  • Método de controle e avaliação do projeto e equipe;
  • Indicadores quantitativos e qualitativos claros e;
  • Cronograma e orçamento bem dimensionados.

Porém, ainda faltam algumas questões cruciais: o que a instituição “ganhará” em troca? Que tipo de benefícios ela receberá? Ou seja, como será estabelecida a relação de parceria? Muitas vezes, o que financiadores desejam é a gestão transparente e correta dos recursos com sua devida prestação de contas, cumprimento do cronograma e das metas, comunicação dos avanços do projeto à sociedade, além de divulgação da imagem do financiador nas peças de comunicação adotadas pela ONG. Talvez, o último seja o mais importante.

Se a ONG for capaz de mostrar todos esses pontos para o financiador como vantagens, como ganhos para a entidade, a possibilidade de aprovação é grande.


Aviso

sexta-feira, 8 fevereiro, 2008

Às pessoas que possuem e-mail do Yahoo e estão aguardando respostas minhas informo que o servidor do Yahoo está devolvendo todos os e-mails que envio.

Algumas respostas estão disponíveis nos comentários feitos.

Solicito que me enviem e-mail’s alternativos que não sejam do Yahoo.

Obrigada!