Como montar um Projeto Social

quinta-feira, 31 janeiro, 2008

Por melhores que sejam as intenções de uma organização não governamental, suas idéias devem ser expostas em forma de projetos para que possam estar documentadas e estruturadas de forma a alcançar os resultados desejados com qualidade e eficiência, possibilitando a gestão das ações e dos recursos.

Projeto é algo que tem início e fim, que necessita de recursos específicos para o alcance de resultados específicos. No caso de projetos sociais, nascem para dar respostas aos problemas, são responsáveis por alterar a realidade da organização, estruturando-a e promovendo seu desenvolvimento. Eles também são utilizados para captação de recursos, pois, assim, os financiadores podem visualizar melhor as intenções da ONG, saber no que os recursos serão aplicados, que tipo de atividades serão realizadas e qual impacto elas surtirão dentro da comunidade-alvo.

Antes de iniciar o projeto, além da existência de um planejamento estratégico e/ou plano de captação, a organização deve ter claramente definida as necessidades e demandas que o projeto irá atender, quais os atores envolvidos (executores e beneficiados), os recursos necessários, a sua viabilidade (social e econômica) e objetivos que se deseja alcançar.A estrutura básica de um projeto é formada por:

  • Apresentação da organização: dados e histórico da entidade proponente, descrição dos projetos já realizados e/ou em andamento, lista de parceiros e apoiadores.
  • Resumo: feito depois do projeto finalizado. Deve conter as principais idéias.
  • Contextualização: análise da situação, histórico e situação sócio-econômica da comunidade-alvo. Utilização de dados estatísticos ou referenciais.
  • Justificativa: o porquê de o projeto existir e deve ser aprovado, o nível de importância do projeto.
  • Objetivos: geral e específicos; que estão ligados à justificativa e aos resultados desejados.
  • Descrição do Público-alvo: caracterização de quem será atendido pelo projeto direta e indiretamente. Quantidade direta e indireta de beneficiários.
  • Quadro de Metas: relacionadas aos objetivos específicos, são as ações e os resultados que definirão o impacto do projeto. Devem ser acompanhadas dos indicadores quantitativos e qualitativos.
  • Metodologia: como o projeto será executado, quais modelos ou tecnologias sociais serão utilizados. Como será monitorado e avaliado.
  • Equipe Executora: (quem) a equipe profissional responsável pela execução e acompanhamento do projeto e como essa equipe irá trabalhar.
  • Parceiros: quem apoiará o projeto ou apóia a instituição.
  • Cronograma de execução: ações dispostas em prazos.
  • Orçamento: deve ser objetivo e claro, de acordo à disponibilidade do financiador.
  • Anexos: relatórios, cartas de apoio, currículo dos profissionais e o que a organização achar necessário para reforçar o projeto.

Com essas informações estruturadas, o projeto está pronto para buscar parcerias, apoiadores, voluntários, recursos e ser iniciado com grandes chances de sucesso.


A simplicidade de um Planejamento Estratégico

sábado, 26 janeiro, 2008

Como montar um Planejamento Estratégico? Simples. Se a organização existe, existe por algum motivo. Esse motivo define o que a empresa quer e aonde quer chegar. Assim começa o planejamento estratégico de uma empresa.

A partir da definição do termo estratégia pode-se entender um pouco mais sobre o planejamento. Estratégia pode ser conceituada como um conjunto de decisões que levará a organização ao alcance dos resultados esperados. Essas decisões são aplicadas dentro de um plano de longo prazo, onde são estabelecidos os objetivos e metas que devem ser atingidos nesse período. Aí está a segunda parte de um Planejamento Estratégico.

Então, o Planejamento Estratégico é a definição do que a organização é, aonde ela quer chegar e de que forma isso acontecerá. Assim sendo, ele contêm a missão (o quê), a visão (aonde), valores e princípios que nortearão as estratégias, os objetivos e metas a serem alcançados, além do plano de ação que guiará a organização até o destino estabelecido dentro do prazo do planejamento, que, normalmente, é de dois a cinco anos.

O planejamento estratégico torna-se importante não por estar no papel, mas por ser capaz de orientar a empresa dentro daquilo que foi estabelecido pelo grupo de gestão da organização. Porém, ele precisa ser acompanhado e avaliado com uma freqüência regular para que a instituição não saia do seu foco estratégico e possa alcançar os resultados dentro do prazo estipulado.

Agora, a pergunta que não quer calar: você sabe por que sua organização existe? Sem essa resposta, nada de planejamento. Por isso, muitas organizações acham o processo de desenvolver o Planejamento Estratégico difícil e/ou demorado.


A necessidade de mais profissionalização no Terceiro Setor

segunda-feira, 21 janeiro, 2008

Como escrevi no texto O processo de captação de recursos, a maioria dos recursos destinados a execução de projetos sociais está sendo proveniente do setor privado. E isso vem definindo a nova forma de trabalhar de muitas organizações.

Organizações têm contratado profissionais do mercado para ocupar funções estratégicas (captação de recursos, comunicação, gestão de projetos etc), no intuito de facilitar esse diálogo com o setor privado. É interessante observar esse movimento, pois indica que, com essa profissionalização, o terceiro setor tem muito a ganhar, já que envolve o desenvolvimento de estratégias de sustentabilidade e crescimento. O risco é a organização esquecer dos seus propósitos sociais em função da perseguição de metas de sucesso que não se encaixam no perfil do terceiro setor.

Ou seja, para acompanhar a evolução no terceiro setor, ainda falta a presença de profissionais capacitados que consigam “ler” as regras do setor social e consiga uni-las, sem detrimento deste, às regras do setor privado.

O que fazer, então? Há três possibilidades: ou se contrata um profissional do setor privado com a experiência que a instituição precisa e capacita-o para que ele tenha o engajamento social necessário, conhecendo a missão e os objetivos da organização que ele vai representar. Ou capacita um profissional da própria organização que tenha o perfil adequado, para que ele adquira as competências e habilidades necessárias para a execução da nova função.

Na ausência de um ou de outro profissional, a contratação de consultorias também tem sido uma alternativa para muitas ONG’s. O consultor se responsabiliza, dentre outras coisas, por transferir seu conhecimento técnico dentro de um programa de trabalho que pode envolver desde a confecção de um planejamento estratégico, o plano de captação, até o desenvolvimento de projetos específicos. A ONG, portanto, deve aproveitar a oportunidade para aprender, junto com o consultor, aquele conhecimento que ela não tem.

Independente do profissional contratado, a profissionalização do terceiro setor é um marco para as ONG’s, pois garantirá a elas, pelo respaldo conquistado não somente pela nobreza das boas intenções mas pela validade técnica na condução dos seus trabalhos, o respeito e a valorização por parte dos outros setores, que enxergarão organizações interessadas em melhorar processos, ampliar serviços, trabalhar com qualidade e confiabilidade, sendo mais uma porta de entrada para o apoio desses setores no desenvolvimento de projetos sociais.


O processo de Captação de Recursos

terça-feira, 15 janeiro, 2008

É fato que captar recursos é uma ação necessária para a sobrevivência de organizações sem fins lucrativos. Contudo, o terceiro setor encontra algumas dificuldades para realizar a captação por uma série de fatores. Para amenizá-los as organizações devem seguir alguns passos.

Primeiro, a organização deve considerar a sua missão e objetivos: o que ela faz, para que ela existe. Sabendo disso, a organização precisa definir qual a necessidade de recursos: sejam eles materiais, humanos ou financeiros. Para que se precisa de recursos? Em que esses recursos serão aplicados? Quais os resultados que serão obtidos? Perguntas importantes com respostas que nortearão o plano de captação da instituição.

O próximo passo é a construção do plano de captação, que servirá para guiar a organização na execução de suas atividades. É nele que constarão os objetivos da organização, seus projetos, recursos envolvidos, potenciais financiadores e estratégias de captação.

Sem o plano, os entraves para a captação aumentam, porque a instituição não saberá para que lado olhar ou seguir.

Com o plano de captação em mãos, a organização agora pode se dedicar a colocá-lo em prática. Assim, os financiadores certos para cada projeto serão contatados, os projetos serão desenvolvidos e a probabilidade de sucesso será maior.

Todavia, ainda falta um detalhe: a maioria dos recursos financeiros destinados ao terceiros setor, hoje em dia, é proveniente do setor privado. Para esse setor, algumas informações são relevantes, como, por exemplo, a definição de indicadores de resultados, onde a organização que propõe o projeto deve demonstrar como ele será executado e como o sucesso será medido. Ou seja, quais são as metas do projeto? Em que o recurso será aplicado e qual o retorno pretendido? Retorno aqui é entendido não como retorno financeiro, mas como o impacto que o projeto em que a empresa investiu os seus recursos proporcionará ao público-alvo (pessoas, comunidade) atendido. A prestação de conta dos gastos também é importante, a boa gestão dos recursos definirá a continuidade do financiamento e, consequentemente, a vida do projeto.

Portanto, esses processos devem estar claros para a organização: a construção do plano de captação e a boa relação com a entidade financiadora.


Por que um blog e não um site?

segunda-feira, 14 janeiro, 2008

Porque com o blog posso interagir mais com os visitantes, acompanhando de perto as mudanças, aproveitando os feedbacks feitos nos comentários, como também oferecer um espaço para interação, consulta e discussão.

Posso escrever sobre o que desejar, responder dúvidas, realizar consultas, apresentar artigos interessantes e atuais, discutir problemas e soluções, apresentar ferramentas, entre outras coisas.

Tudo para atender quem vem aqui: você. Fazer com que você aproveite ao máximo o tempo que investiu aqui e para que possa perceber de forma ampla aquilo que posso produzir.

Seja bem vindo ao meu espaço público de troca de conhecimento e experiência. Fique à vontade para me conhecer e aproveitar o que ofereço.