Certa vez, ouvi de um colega do curso de pós-graduação que o chefe dele não sabia que ele tinha aula às sextas à tarde (uma vez por mês), pois, a empresa não liberava. Como ele trabalha mais visitando clientes que no escritório, ele podia estar presente na aula enquanto telefonava para os clientes e, ao mesmo tempo, atendia ao chefe.
Ele completou meu espanto dizendo: “as empresas querem que você se capacite, mas não liberam horas do seu dia de trabalho para que isso seja realizado.” Algumas empresas pagam cursos de extensão e especialização para seus funcionários, mas querem que eles façam isso em suas horas vagas. Se houver um curso que ocorra durante o expediente, muitas vezes, os funcionários são impedidos de fazer. É paradoxal. Mas, é fato.
O mesmo ocorre com empresas que “vendem” o fato de que estimulam seus funcionários a participarem de programas de voluntariado. Muitas delas, desde que seja fora do horário de trabalho, nos finais de semana, por exemplo. A pergunta que faço é: nesse caso, o funcionário está fazendo por ele ou pela empresa? Uma vez que ele está dedicando um tempo dele para o trabalho voluntário, porque é a empresa que está se beneficiando dessa publicidade?
Se a empresa deseja ter um programa de voluntariado, por que não adotar uma creche, uma escola ou um asilo, permitindo que seus funcionários doem duas horas de trabalho semanais para isso? Essa, sim, é uma ação da empresa. Quanto vale duas horas de trabalho semanais de cada funcionário? Muito menos do que o impacto que essa ação causará na empresa.
O resultado é outro. O funcionário faz por ele e pela empresa. A empresa é representada por seus funcionários (muitas vezes fardados) dentro da organização. E a gratidão, de ambos os lados, também é bem maior. Todos sabem que trabalho voluntário edifica e engrandece.
Então, empresário, adote essa idéia.
Escrito por Evelyne Leandro 
Escrito por Evelyne Leandro